Entrevista da ISTOÉ em 23/04/2016 ao historiador Marco Antonio Villa

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“Pergunte ao Villa” na Jovem Pan

- Não há desaceleração da Lava-Jato, os trabalhos continuam. O que ocorre neste momento, é que os holofotes estão voltados para o Impeachment.
- Lula sabe que pode ser preso.
- Joaquim Barbosa, Ministro da Justiça do governo Temer? Inegável o seu papel histórico de grande importância no “Mensalão.”
- Não é possível construir a democracia, com o aparelhamento do Estado formado pelos 25 mil petistas no funcionalismo público.
- Temer: governo de União Nacional.
- O Impeachment é constitucional. Dilma vai sair sim! O PT e Lula não existem sem a estrutura do Estado, dos quais são parasitas.

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Vídeo da Íntegra do Jornal da Cultura com a participação do historiador Marco Antonio Villa

Íntegra do Jornal da Cultura de 25/04/2016

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Jornal da Cultura hoje às 21:00 horas.

Assista pela TV Cultura e pelo YouTube:

 

 

https://goo.gl/0IfRRO

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Vídeo Jovem Pan com o Prof. Marco Antonio Villa: “A batalha do Impeachment”.

A semana começa com uma nova fase da batalha do impeachment. Agora cabe à Comissão do Senado votar pelo Impeachment o quanto antes,para que a crise política se resolva o mais rápido possível.
O Senado votará pelo SIM, por todas as indicações que temos.
O governo Dilma acabou!
O que é ruim para o PT, é bom para o Brasil!

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ISTOÉ entrevista o historiador Marco Antonio Villa:”A presidente mente quando diz que não há crime”

Istoé3Marco Antonio Villa

“A presidente mente quando diz que não há crime”

Historiador da USP* acredita na condenação de Dilma, desmistifica o legado social da gestão petista e afirma que o petrolão é o maior desvio de recursos da história da humanidade.

por Fabíola Perez

Em meio a uma das maiores crises políticas do Brasil, o historiador Marco Antonio Villa,da Universidade de São Paulo, é taxativo na classificação do atual momento. “Quem sabe agora seja proclamada a República”, diz. Um dos grandes críticos dos governos Lula e Dilma, Villa afirma que não houve avanços sob a administração petista, tampouco algum legal social.Aos 60 anos, acredita que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é o ápice de uma década perdida. “O PT é um partido antidemocrático que não representa os interesses nacionais”, afirma.

Istoé

Villa:

”O PT é um partido reacionário, aliado do coronelismo, e não da transformação”

Na visão do historiador, o juiz Sérgio Moro, sob cuja responsabilidade estão os processos derivados da Operação Lava Jato, é a grande figura brasileira do século 21. “Não há pessoa que tenha a importância política e o respeito dos brasileiros como ele conquistou. A sua dedicação à causa pública é admirável.”

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”A lei do impeachment está sendo cumprida. O Supremo Tribunal Federal
estabeleceu o rito que será seguido. Se é obedecida a lei,
a Constituição e o STF, como pode ser golpe?”

 

Villa diz que, nos livros de história, os dias de hoje ficarão registrados como o momento em que a sociedade civil foi o grande motor das mudanças. No entanto, ele alerta para a falta de lideranças políticas para o País. “Trata-se de um desafio para a jovem democracia brasileira.”

impeachment

”Foram as manifestações que determinaram o impeachment. Quando a sociedade
se organizou, mostrou que o PT é uma farsa. Quem está derrotando o PT são as ruas”

ISTOÉ-Mesmo nos anos em que o País cresceu sob a administração do PT, o sr. classificava os governos Lula e Dilma como década perdida. Por quê?

Marco Antonio Villa -Naquele momento o Brasil poderia ter aproveitado a conjuntura favorável internacional e ter crescido no mínimo o dobro do que cresceu. Mais do que isso: a qualidade do gasto público poderia ter se desenvolvido de tal forma que o País teria dado um grande salto para o desenvolvimento. Porém o governo não fez nada disso, gastou mal o dinheiro e envolveu os recursos em atos lesivos. O que vivemos agora, com o impeachment, é o ápice da década perdida. O PT nunca corrige seus erros, só os aprofunda. O Brasil deu um grande salto para trás. O PT é um partido antidemocrático e antinacional. Não consegue representar o interesse nacional e comete constantes crimes de lesa-pátria.

ISTOÉ – E o chamado legado social do governo Lula?Marco Antonio Villa -Não houve legado social. Nunca houve classe média que ascendeu durante o governo lulista. É impossível ter um deslocamento social de 25 milhões de pessoas em tão curto espaço de tempo com crescimento anual do PIB em torno de 3% a 4%. O que ocorreu foi que os mais pobres não continuaram tão pobres como eram. O Brasil continua sendo um país de pobres com profundas desigualdades sociais. O lulismo, mais do que o petismo, deu a ideia de que o Brasil era quase um país de primeiro mundo. Ou seja, pura propaganda. O Brasil real é o Brasil da crise, da depressão econômica e que mantém as desigualdades sociais. O Bolsa Família faz parte desse projeto de petrificar a miséria para garantir um curral eleitoral para as próximas eleições. Nesse sentido, o PT é um partido reacionário, aliado do coronelismo, e não da transformação. O PT construiu uma máquina de propaganda nunca vista na história do Brasil.

ISTOÉ - Como acompanha as revelações da Operação Lava Jato?

Marco Antonio Villa -Sem surpresa. Tinha pleno conhecimento do projeto criminoso de poder, que se alicerça no saque da coisa pública, na tentativa de asfixiar a sociedade civil. O Petrolão é o maior desvio de recursos da humanidade. Não há desde o século 18 até hoje um desvio de recursos tão grande. O trabalho da operação Lava Jato é parte do impeachment. Não teríamos o impeachment sem ela. O PT alicerçava sua gestão tendo como base a propina e a corrupção. Apesar dos crimes, o partido ainda tem hegemonia da narrativa do passado e do presente. A política federal é uma instituição de estado e não de governo. A operação Lava Jato ocorreu apesar do PT e não porque o PT deixou.

ISTOÉ - Houve algum tipo de abuso de poder na operação?

Marco Antonio Villa -Não. Quando ocorreu a condução coercitiva do Lula, mais de cem pessoas já tinham sido conduzidas coercitivamente e ninguém reclamou. Há um rigor absoluto na Lava Jato. O PT quer usar a Justiça e as leis para se defender das denúncias de corrupção. É uma contradição. O partido usa o estado brasileiro para se proteger e manter a estrutura de corrupção.

ISTOÉ - Como avalia o juiz Sérgio Moro?

Marco Antonio Villa -Ele cumpriu estritamente as normas legais existentes no Brasil. É a grande figura brasileira do século 21. Não há pessoa que tenha a importância política e o respeito dos brasileiros como ele conquistou. A sua dedicação à causa pública é admirável. Nunca vi um juiz com tamanho compromisso com a coisa pública. É um grande personagem.

ISTOÉ - O sr. acredita que o processo de impeachment passará no Senado?

Marco Antonio Villa -Sim. No julgamento final, deve ser certa a condenação da presidente por crime de responsabilidade. Os crimes cometidos por Dilma Rousseff estão comprovados. A presidente mente quando diz que não existem crimes. Eles vão tentar recorrer ao Supremo Tribunal Federal, mas o STF não deve dar guarida às tentativas de procrastinação do PT. O partido vai ficar com o carimbo de corrupto.

Istoé - Há uma polarização de discursos?

Marco Antonio Villa -Não. O PT é minoritário. O Brasil não está dividido ao meio. A presidente é avaliada positivamente por apenas 10% dos brasileiros. A maioria da população não aguenta o PT. A temperatura política subiu porque o partido desrespeita as leis.

 ISTOÉ- O que o sr. acha do argumento petista de que está em curso um golpe?

Marco Antonio Villa -A lei do impeachment está sendo cumprida. O Supremo Tribunal Federal estabeleceu o rito que será seguido. Se é obedecida a lei, a Constituição e o STF, como pode ser golpe? O Chico Buarque, que diz que é golpe, por exemplo, deveria seguir o pensamento da Anitta (cantora): “para dar opinião bunda, prefiro ficar calada.”

ISTOÉ - Vê algum paralelo entre o golpe de 1964 e o atual momento político?

Marco Antonio Villa -Não. As contradições de 2016 são muito mais graves do que as contradições político-econômicas de 1964. No cenário internacional, havia a Guerra Fria, não tínhamos uma tradição democrática. A solução de dar golpe era comum no Brasil. Agora, é um momento absolutamente distinto. É um processo transparente e aprovado pelo STF. O PT chama de golpe porque está acostumado a comprar ideias. O mensalão, por exemplo, foi a compra de uma maioria.

 ISTOÉ- Como começou a queda de popularidade da presidente Dilma?

Marco Antonio Villa -O discurso petista ocupou quase que de forma hegemônica o debate político. A oposição sempre foi muito frágil neste campo. Foram as ruas, as manifestações, que determinaram o impeachment. O que havia por parte da população era uma visão equivocada do governo Dilma. Quando a sociedade civil se organizou, mostrou que PT é uma farsa. A oposição não fez história.

ISTOÉ - Quais as falhas da oposição?

Marco Antonio Villa -Falta de combatividade, medo, não ter ideias para propor no lugar. O enfrentamento é a essência da democracia. O PSBD ainda não consegue ser um partido político com vida orgânica. Quem está derrotando o PT são as ruas.

 ISTOÉ - A presidente afirmou ter sido traída pelo vice-presidente Michel Temer. O sr. concorda com isso?

Marco Antonio Villa – O ex-presidente Fernando Collor disse a mesma coisa do Itamar Franco. Ela está reproduzindo o que foi dito por Collor com mais inteligência. Por outro lado, um governo Temer terá muitos desafios. E terá que saber enfrentá-los, cumprindo suas promessas, tratar a coisa pública e enfrentar a inflação com mais respeito, melhorar as expectativas ao mercado, limpar o aparelho do Estado de todos os criminosos. Vamos ver se ele tem capacidade de ser um bom administrador e como enfrentará as novas fases da operação Lava Jato. Inclusive se tiver gente do PMDB.

ISTOÉ - Um dos pontos que gerou mais indignação de parte dos brasileiros foi a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio da Silva como ministro chefe da Casa Civil. Como o sr. avaliou essa decisão?

Marco Antonio Villa -  A nomeação não foi para melhorar a articulação política. Ele foi nomeado para a Casa Civil para fugir da cadeia, isso ficou muito claro no áudio divulgado sobre o diálogo dele e a presidente Dilma Rousseff.

 ISTOÉ- O deputado Eduardo Cunha responde por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não foi contraditório que tenha conduzido a votação do impeachment na Câmara?

Marco Antonio Villa -Quem deu a ele a decisão monocrática de receber o processo foi o STF. Ele conduziu a sessão porque ainda é o presidente da Câmara. Em 1992, muitos dos que votaram a condenação do Collor foram cassados depois. Isso não deslegitima o processo de impeachment. Eduardo Cunha provavelmente não terminará seu mandato como deputado nem como presidente da Câmara. A possibilidade de ele ser cassado pelos próprios pares é grande. Cunha sabe que está na linha de tiro. Ele tem consciência de que será o próximo.

ISTOÉ - É possível falar em nomes de novas lideranças? Quem o senhor apontaria?

Marco Antonio Villa -A falta de renovação das lideranças é um problema no Brasil. Trata-se de um desafio para a jovem democracia brasileira. Como renová-las? Com a reforma política e a punição aos corruptos. Isso estimula as pessoas a participarem da política. Não há no Congresso ou na política novos nomes.

ISTOÉ - Como esse período político ficará registrado na história?

Marco Antonio Villa -Será registrado como um momento multifacetado. É triste pela corrupção, porque o Palácio do Planalto se tornou alvo de criminosos. De outro lado, é um momento de organização da sociedade civil. O Brasil vai melhorar, podemos construir um país melhor. A constituição de 1988 precisa ser plenamente colocada em vigência. A República não foi proclamada, ela só foi anunciada. Pode ser que estejamos chegando próximo dela.

*Marco Antonio Villa – Professor da Universidade Federal de São Carlos (1993-2013) e da Universidade Federal de Ouro Preto ( 1985-1993).
Bacharel (USP) e Licenciado em História (USP), Mestre em Sociologia ( USP) e Doutor em História (USP).

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Comentários do dia. Por Marco Antonio Villa

Historiador Marco Antonio Villa

Historiador Marco Antonio Villa

Constituiçoes Bras

- Dilma endoideceu de vez. Nos EUA atacou ministros do STF que demostraram o óbvio: impeachment é constitucional. Disse a louca: “É a opinião de três ministros [Celso de Mello, Toffoli e Gilmar]. São apenas três ministros, e são ministros que não deveriam dar opinião porque vão me julgar.”
Comentando: 1. os ministros trataram, em tese, que o processo de impeachment não é golpe, é constitucional; 2. disseram que tudo estava sendo realizado cumprindo a lei 1079, a Constituição e a decisão do STF; 3. quem julga a presidente é o Senado não o STF (demonstrando que ela não leu a Constituição e a lei 1079); 4.uma declaração deste tipo – e mais ainda, pronunciada em país estrangeiro – é crime de responsabilidade; 5. o lado positivo é que ela concluiu, a louca, que três é igual a três.

 

-Delator diz ter pagado propina para vencer licitação de Angra 3. Se já é grave a propina, pior ainda é saber que a usina está localizada entre as duas maiores cidades brasileiras. Foram cumpridas especificações técnicas para a construção de uma usina nuclear? Foi seguido o memorial descritivo? Houve fiscalização?

 

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Vídeo Jovem Pan com o historiador Marco Antonio Villa: Os “10 mandamentos” do governo Temer.

Marco Antonio Villa lista os “10 mandamentos”, com algumas das medidas que devem ser essenciais ao governo de Michel Temer.

1° Nomeação do Ministro da Justiça, que não seja identificado com o Petrolão e que sinalize a importância da Operação Lava- Jato.
2° Ministros com valores éticos e republicanos.
3° Ministros com competência técnica em suas áreas específicias.
4° Sinalizar o NÃO à reeleição, ou seja o novo presidente terá seu governo em prol do Brasil e não em favor de um projeto pessoal.
5° Itamaraty, a “Casa de Rio Branco”, voltar a ter uma política externa em benefício do Brasil e dos brasileiros e não de ditaduras latino-americanas e da África Negra.
6° Desaparelhamento do Estado, com a retirada de mais de 25 mil petistas que nunca trabalharam.
7° Enfrentar as contas públicas com um Ministro da Fazenda sério e competente.
8° Reformas amplas como a da Previdência Social, não cabem neste curto período de tempo, de 2 anos. Esta e outras reformas, mais complexas, deverão ser tratadas pelo novo presidente que será eleito em 2018.
9° Apontar reformas políticas importantes e fundamentais, como o semi-presidencialismo ou o semi-parlamentarismo.
10° Fechar as torneiras dos movimentos socias ( como o MST e outros), até então financiados pelo “projeto criminoso de poder” para invasões do patrimônio público e privado.

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TVeja

Vídeo com o historiador Marco Antonio Villa e o colunista Augusto Nunes.Os desafios que o vice Michel Temer irá enfrentar caso assuma a Presidência da República .
“Temer precisa governar pensando nas ruas.”
A vitória de 17/04 foi do povo brasileiro, das ruas, contra o PT e seu projeto criminoso de poder.
Foram as ruas que determinaram os rumos do Parlamento. e mostraram que Lula é um tigre de papel.

 

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TVeja

Hoje estarei na TVeja às 21:00 horas.

TVEJA-Marco-Antonio-Vila-03

 

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