O PT é uma máquina de destruir reputações.

Segue link da entrevista de hoje no site de Veja: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/pt-e-uma-maquina-de-destruir-reputacoes-diz-villa

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Entrevista para o Programa do Jô.

Segue link da entrevista: http://globotv.globo.com/t/programa/v/marco-antonio-villa-fala-sobre-boatos-e-como-esse-mal-se-espalha-cada-vez-mais-rapido/3616945/

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O silêncio de Lula.

Artigo que publiquei hoje em O Globo:

O silêncio de Lula

Ao escolher candidatos sem consulta à direção partidária, ele transformou o PT em instrumento de vontade pessoal

Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais.

Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las.

Lula, com seu estilo peculiar de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria.

No Partido dos Trabalhadores — e que para os padrões partidários brasileiros já tem uma longa existência —, após três decênios, não há nenhum quadro que possa se transformar em referência para os petistas. Todos aqueles que se opuseram ao domínio lulista acabaram tendo de sair do partido ou se sujeitaram a meros estafetas.

Lula humilhou diversas lideranças históricas do PT. Quando iniciou o processo de escolher candidatos sem nenhuma consulta à direção partidária, os chamados “postes”, transformou o partido em instrumento da sua vontade pessoal, imperial, absolutista. Não era um meio de renovar lideranças. Não. Era uma estratégia de impedir que outras lideranças pudessem ter vida própria, o que, para ele, era inadmissível.

Os “postes” foram um fracasso administrativo. Como não lembrar Fernando Haddad, o “prefeito suvinil”, aquele que descobriu uma nova forma de solucionar os graves problemas de mobilidade urbana: basta pintar o asfalto que tudo estará magicamente resolvido. Sem talento, disposição para o trabalho e conhecimento da função, o prefeito já é um dos piores da história da cidade, rivalizando em impopularidade com o finado Celso Pitta.

Mas o símbolo maior do fracasso dos “postes” é a presidente Dilma Rousseff. Seu quadriênio presidencial está entre os piores da nossa história. Não deixou marca positiva em nenhum setor. Paralisou o país. Desmoralizou ainda mais a gestão pública com ministros indicados por partidos da base congressual — e aceitos por ela —, muitos deles acusados de graves irregularidades. Não conseguiu dar viabilidade a nenhum programa governamental e desacelerou o crescimento econômico por absoluta incompetência gerencial.

Lula poderia ter reconhecido o erro da indicação de Dilma e lançado à sucessão um novo quadro petista. Mas quem? Qual líder partidário de destacou nos últimos 12 anos? Qual ministro fez uma administração que pudesse servir de referência? Sem Dilma só havia uma opção: ele próprio. Contudo, impedir a presidente de ser novamente candidata seria admitir que a “sua” escolha tinha sido equivocada. E o oráculo de São Bernardo do Campo não erra.

A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento. Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.

Na campanha presidencial de 2010, com todos os seus equívocos, 44% dos eleitores sufragaram, no segundo turno, o candidato oposicionista. Havia possibilidade de vencer mas a opção foi pela zona de conforto, trocando o Palácio do Planalto pelo controle de alguns governos estaduais.

Se em 2010 Lula teve um papel central na eleição de Dilma, agora o que assistimos é uma discreta participação, silenciosa, evitando exposição pública, contato com os jornalistas e — principalmente — associar sua figura à da presidente. Espertamente identificou a possibilidade de uma derrota e não deseja ser responsabilizado. Mais ainda: em caso de fracasso, a culpa deve ser atribuída a Dilma e, especialmente, à sua equipe econômica.

Lula já começa a preparar o novo figurino: o do criador que, apesar de todos os esforços, não conseguiu orientar devidamente a criatura, resistente aos seus conselhos. A derrota de Lula será atribuída a Dilma, que, obedientemente, aceitará a fúria do seu criador. Afinal, se não fosse ele, que papel ela teria na política brasileira?

O PT caminha para a derrota. Mais ainda: caminha para o ocaso. Não conseguirá sobreviver sem estar no aparelho de Estado. Foram 12 anos se locupletando. A derrota petista — e, mais ainda, a derrota de Lula — poderá permitir que o país retome seu rumo. E no futuro os historiadores vão ter muito trabalho para explicar um fato sem paralelo na nossa história: como o Brasil se submeteu durante tantos anos à vontade pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva.

Marco Antonio Villa é historiador

 

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Petrobras, PT e os marginais do poder.

Segue link (o comentário sobre a Petrobras está entre os minutos 18:32 a 21:12): http://tvcultura.cmais.com.br/jornaldacultura/videos/jornal-da-cultura-08-09-2014

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Petrobras, Dilma, PT e a eleição de 2014.

Segue link da entrevista de hoje no site de Veja: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/marginais-do-pt-saquearam-a-petrobras-diz-villa

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Discutindo o momento político brasileiro

Segue link de palestra realizado no dia 14 de agosto no seminário promovido pela  Westchester Financial Group em São Paulo:

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O fenômeno Marina.

Segue link da entrevista de hoje para Joice Hasselmann debatendo a pesquisa Datafolha e o panorama eleitoral: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/aqui-entre-nos-com-marco-antonio-villa–2

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Eleição no Brasil é um vazio de idéias.

Publiquei este artigo em 2006! Saiu na “Folha de S. Paulo.”  É incrível como os fatores de conservação, na história política brasileira, são tão poderosos frente aos fatores de transformação.

São Paulo, quarta-feira, 23 de agosto de 2006
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TENDÊNCIAS/DEBATES

Eleição no Brasil é um vazio de idéiasMARCO ANTONIO VILLA

PELA PRIMEIRA vez na história deste país (como gosta de dizer Lula), teremos a quinta eleição consecutiva para presidente da República. Na “República populista”, tivemos só quatro -e não dá para considerar nenhuma das 11 eleições da República Velha. É um marco que deveria ser comemorado. Porém vivemos um clima diverso, bem diverso.


As pesquisas eleitorais são realizadas sem que os partidos ou os eleitores saibam o que pensam os candidatos


Muitos eleitores se sentem órfãos da sucessão, insatisfeitos com os quatro principais candidatos. Consideram que, somados, o “presidenciável” Luís Geraldo Helena Buarque não daria um bom candidato.
Até hoje, nenhum dos candidatos apresentou seu programa de governo -e estamos a menos de 40 dias da eleição. O Brasil é um país estranho: as alianças políticas são estabelecidas e as pesquisas eleitorais são realizadas sem que os partidos ou os eleitores saibam o que pensam os candidatos. E todos acham isso absolutamente natural. O que foi apresentado são idéias vagas sobre alguns temas -e apenas porque os candidatos são provocados por perguntas de jornalistas.
Lula só falou generalidades. Dá um tom familiar à campanha. Em visita ao DNIT -célebre pelas denúncias de Roberto Jefferson-, disse que tapou os buracos das estradas por exigência de dona Marisa.
Geraldo Alckmin disserta sobre o nada. Apresenta-se como presidente-gerente (slogan utilizado por Adhemar de Barros na eleição de 1955). Na ausência de um programa consistente, outro dia desenterrou a proposta da adoção do parlamentarismo, que já foi derrotada em dois plebiscitos (1963 e 1993).
Heloísa Helena reforça o estilo “falta vontade política para mudar o país” (e um pouco de cara feia e palavras duras), e Cristovam Buarque sugere que as Forças Armadas eduquem 2 milhões de jovens.
O vazio de lideranças e de idéias é tão grande que já começam a aparecer candidatos para 2010. Fala-se em Aécio Neves, mas ninguém, até hoje, sabe o que ele pensa sobre os principais problemas brasileiros. Será que é justamente por isso que é considerado um bom candidato?

O conservadorismo e a irresponsabilidade marcam a pior campanha desde 1989. Ficamos uma semana discutindo a Assembléia Constituinte proposta por Lula. Por quê? Difícil responder. O próprio autor já esqueceu da proposta.
No campo econômico, os dois principais candidatos pouco ou nada diferem. Tanto um como o outro são apoiados por forças conservadoras: não há nenhum divisor de águas entre projetos nacionais distintos, simplesmente porque nenhum dos dois nem sequer apresentou um programa básico de governo.
Os candidatos repetem idéias de outras campanhas, banalizam a escolha e desmoralizam o processo eleitoral. O sentimento de enfado amplia-se: o eleitorado demonstra sua insatisfação de várias formas. Uma delas é o crescimento dos defensores do voto nulo como forma de protesto contra “tudo o que está aí”.
Levantam questões relevantes que devem ser respondidas, e não proibidas, como propugnam alguns. Entre elas, por que escolher candidatos que, no essencial, defendem as mesmas idéias? Para que serve o Parlamento se a maioria dos membros acaba se envolvendo em atividades anti-éticas e não é punida por seus pares?
Não se sabe o que fazer. Fala-se em reforma política. Mas os partidos estão tão desmoralizados quanto os políticos. Ora se identifica na reeleição a razão principal dos males. Mas ela não é o problema. O que falta é uma legislação que discipline e puna os crimes contra o erário, além de um Judiciário eficaz e rápido nas decisões.
Deve ser recordado o caso daquele governador que, para eleger o seu sucessor, disse que, se fosse preciso, “quebraria” o banco estadual. Como um homem de palavra, elegeu seu sucessor e levou o banco estadual à falência. Não havia reeleição. Mesmo assim, ocorreu um claro abuso da máquina pública.
Vivemos a crise política mais grave desde 1930. Aquela foi superada com ousadia, e dela nasceu o Brasil moderno. Se a elite política de hoje liderasse o país naquele momento, provavelmente Júlio Prestes teria tomado posse, o Brasil continuaria sendo um país essencialmente agrícola e a questão social continuaria como caso de polícia.
Em “O Ateneu”, numa sessão do grêmio, dr. Cláudio, orador principal, representou o país como “um charco de 20 províncias estagnadas na modorra paludosa da mais desgraçada indiferença”. É o quadro atual. O desafio é romper com essa indiferença, e nada melhor para isso do que um processo eleitoral no qual os candidatos apresentem e debatam programas de governo.

 

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Fórum da Cultura e da Cidadania

Na quinta-feira, 28 de agosto, participo do Fórum da Cultura e Cidadania: www.forumdacultura.com.br. Acessem para conhecer a programação e se inscrevam gratuitamente para assistir os debates virtualmente.

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Debatendo as relações de Marina e o PSB – Debate de Veja

Segue link da entrevista: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/aqui-entre-nos-com-marco-antonio-villa

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